sexta-feira, 13 de março de 2009

Lendo no Trono e a Caganifância das Condenações

Não consigo cagar sem ler o jornal, aqui no RS, jornal=Zero Hora.

Hoje, depois que o David Coimbra deu uma aula de sarcasmo, falando sobre Perda Total, mais adiante, li duas notícias de condenações jucidiais sem qualquer relevância prática, que servirão somente como dados históricos.

Caso dos Sapatos
Um jornalista foi condenado há 3 anos por ter arremessado sapatos no ex-presidente dos EUA George W. Bush. Com toda razão, ainda que uma parte da população mundial tenha concordado com as sapatadas.

Como sou descendente de árabes, li a íntegra da sentença e asseguro que os fundamentos da condenação são lógicos e procedentes.

Consta que os sapatos arremessados não acertaram o alvo, o que justificaria a absolvição, mas acabou embasando a condenação.

Todo ser humano que lembrar de atirar qualquer objeto no Sr. George W. Bush, tem a obrigação de acertar, quando erra, deve ser preso.

Vale para arremesso de sapatos, tênis, botinas, meias, bicicletas, carros, tanques, aviões e edifícios, por isso que Osama Bin Laden deve ser capturado. Porra Osama!! O avião tinham que ir para a Casa Branca, pegaria Bush e Dick Cheney com um avião só e ainda economizaria um suicida para mostrar para a filha do Cheney para que serve a vagina, útero e ovários que ela possui, mas prefere utilizar das outras mulheres.

Condenado e recolhido, o jornalista "braço-torto" receberá mil sapatos no primeiro dia de cárcere e será obrigado a arremessá-los num "joão-bobo" inflável em movimento. Até fazer murchar. Cada 300 acertos garante uma refeição, cada 100 erros, uma diária na prisão será acrescido na sua pena.

Tem que fazer mil arremessos por dia, até que não erre mais o alvo, então será libertado e nomeado arrojador oficial de sapatos da ONU contra Presidentes semelhantes ao Bush.

Difícil vai ser os outros países tirarem ele do Brasil, para jogar sapatos nos demais presidentes.


Caso Ruppenthal
"Foi proferida ontem (12) a sentença que condena o engenheiro químico e empresário Luiz Ruppenthal por haver "contribuído decisivamente e de forma criminosa" com a morte de 86 toneladas de 16 espécies de peixes diferentes, em outubro de 2006 nos Arroios Portão e Cascalho, até o rio dos Sinos.
...
Ruppenthal foi condenado a 18 anos de reclusão em regime inicial fechado e a 12 anos de detenção, a ser cumprido em regime semi-aberto. A Utresa – União dos Trabalhadores em Resíduos Especiais e Saneamento Ambiental foi condenada ao pagamento de multa, declarada prescrita. Dos 20 fatos constantes da denúncia realizada pelo Ministério Público, houve condenação em onze. E em nove foi reconhecida a prescrição." (fonte: http://www.espacovital.com.br/noticia_ler.php?id=14194)

Até que enfim uma condenação dura por crime ambiental, motivo de comemoração no Judiciário Gaúcho, Ministério Público, etc...notícias e flashes para todos, ambientalistas ingênuos com "boca de gamela", Lasier Martins parabenizando o prolator da sentença, que não dá entrevista antes da intimação do Réu, limitando-se a dizer que levou um mês escrevendo as 101 páginas da decisão, tudo muito lindo.

Opa, mas porque então eu perco tempo com isso aqui? Ah, lembrei. Sabem quantos dias de prisão o Ruppenthal cumprirá por conta da sentença de 30 anos de condenação noticiada? Eu sei, o magistrado que o condenou sabe, o Ministério Público sabe, todo mundo sabe que não será nada grave.

Sabendo que a decisão não é definitiva, com grandes chances de não ocorrer cumprimento da pena mancheteada, antes da intimação do Réu, não podia ser publicada para não criar falsa expectativa na população.

Mas então? Por que tanto festejo e luzes para a sentença? Por que tanta cautela do magistrado Filomena em não comentar a condenação antes da intimação do Réu, ainda que tenha permitido a publicação da sentença na mídia?

Alguma coisa está errada, fazem alarde cientes da caganifância da condenação. Ora, minha inteligência não consegue acompanhar essa mania de querem mostrar serviço aos cidadãos, por isso que a notícia dos "30 anos de condenação", para mim, foi tão excitante quanto o banho da tal de Naná no Big Brother.

Repito: a decisão foi divulgada em vários meios de comunicação, mesmo assim o magistrado tem a cautela de se manifestar somente após a intimação do Réu. Ou seja, mostra o empalamento só não fala se foi bom para ele antes do dono da bunda dizer se doeu.

Nada contra a sentença, seus termos, etc, até acho que está correta e não vou discutir o mérito, só não concordo com a permissão de sua divulgação prematura nos meios de imprensa.
Informar sim, iludir não.

Em casos como esse, ejaculação precoce pode se transformar em impotência permanente mais tarde.

Quero saber qual é o maior crime, poluir rios e matar toneladas de peixes ou poluir a cabeça da população com hipocrisia rasa?

Não entendo o motivo de tanta ânsia jornalística de algumas instituições da República que deveriam se preocupar mais em fazer somente a sua parte, sem subir no Empire State, bater no peito e gritar como o King Kong.

Essa democracia esfincteriana que oferece à população o que interessa informar, contamina as esperanças num país que pretende ser mais sério.

Parodiando Mark Twain: "Prefiro as repartições públicas pelo clima (ar condicionado), as mesas de pôquer, pela companhia."

Um comentário:

Anônimo disse...

Puta que pariu compadre !!!!!!!!!!!!!! Pensou em tudo isso cagando???.....fico só imaginando o que sairia desse "CABEÇÃO" se estivesse em um ambiente mais propício ao raciocinio!!!!!!